O Sindicato dos Professores no Estado de Rondônia (SINPROF-RO) enviou, ainda em agosto, ofício à então presidência do Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores do Município de Porto Velho (IPAM) cobrando informações sobre a situação financeira e administrativa do Instituto que, em janeiro deste ano, foi objeto de operação da Polícia Civil que investigava inconsistências na utilização de recursos públicos e supostas fraudes na assistência médica, tudo isso em gestões anteriores.
E agora, após receber inúmeras queixas de professores da rede pública municipal de Porto Velho sobre a precariedade no atendimento de saúde prestado pelos médicos credenciados pelo IPAM, bem como o alto índice de descredenciamento destes mesmos médicos, volta a cobrar celeridade nos esclarecimentos da atual diretora-presidente, Priscilla Bezerra Giroto Farias Lima.
“Queremos informações, ter acesso a documentos que mostrem a gestão financeira e administrativa do IPAM pois, enquanto servidores do município, estamos preocupados com o atendimento precário prestado atualmente. A assistência médica não tem sido boa, alguns exames que antes eram gratuitos agora temos que pagar, fora que tem muitos médicos que tem se descredenciado exatamente porque o Instituto não estaria feito adequadamente o repasse financeiro a eles”, detalhou o professor Joelson Chaves de Queiroz, presidente em exercício do SINPROF-RO.
“O IPAM é o instituto de previdência pelo qual nós, servidores públicos municipais, vamos nos aposentar e, principalmente, através dele que recebemos os atendimentos médicos que nos é de direito. E todos esses fatores recentes têm afetado negativamente a vida dos professores da rede municipal. Por isso exigimos que a atual presidência do IPAM nos dê uma resposta logo, pois os professores e professoras querem saber o que está acontecendo e o que a diretoria do IPAM está fazendo – ou vai fazer – para solucionar estes problemas”, acrescentou Joelson.
